Pavão-diurno

Inachis io

É considerada uma das mais bonitas borboletas de Portugal. Tem uma envergadura entre os 50 e os 64mm e pertence à família dos
Ninfalídeos. Ilude os seu predadores com os dois ocelos de cor azulada, que se confundem com 2 enormes olhos. A metamorfose da lagarta tem a duração de duas semanas, e depois de nascer em Julho voa até Maio. Na fase adulta hiberna, saindo para voar nos dias de sol. Os ovos são postos em grupo sobre urtigas, daí a importância de manter essa planta nos terrenos incultos e húmidos, e da manutenção das orlas dos campos de uso agrícola. É frequente no norte de Portugal, nas pradarias floridas nas orlas das florestas, e até aos 1200 metros de altitude. No centro é rara e inexistente no sul.
(Fotografada em: 09.08.2008)
(Localização: 41°30'36.67"N - 8°45'53.19"O)

Cauda-de-andorinha

Papilio machaon



Esta borboleta da família Papilionidae, distribui-se em todo o território nacional até aos 1200 metros de altitude, pelo norte de África, em 41 países da Europa, com excepção da Dinamarca onde já está extinta e na Ásia até ao Japão.
Tem uma envergadura que se situa entre os 6 e os 8 cm.
Variando com as regiões os ovos são postos separadamente ou individualmente sobre as folhas da planta que a lagarta usará como alimento, normalmente nas folhas de cenoura, da arruda e do Funcho. A eclosão dá-se cerca de uma semana após a postura. O desenvolvimento da lagarta tem a duração de um mês mais ou menos. As lagartas têm actividade diurna e quando ameaçadas libertam um líquido alaranjado de intenso odor que afasta os predadores. As Crisalidas estão envoltas numa cintura de seda, e esta fase tem a duração de três semanas.
As lagartas avistam-se no Outono mais facilmente e os adultos entre Fevereiro e Dezembro.
O seu habitat são os bordos de campos, as pradarias, jardins, campos e prados abandonados.
A sua maior ameaça são a destruição do habitat e o uso de pesticidas.
Nesta foto observamos um macho.
(Fotografado em: 30.07.2008)
(Localização: 41°30'39.50"N - 8°45'56.39"O)

Maniola jurtina

Maniola jurtina



Esta borboleta pertence à família Nymphalidae (subfamília Satyrinae) e surge em Portugal em todo o território. Distribui-se também pelo norte de África, na Europa, com o arquipélago das Canárias incluído, e pela Ásia Menor até ao Irão.
Vive sobre gramíneas e faz a postura sobre ervas secas. Adopta uma estratégia designada Homocromia, que lhe permite passar despercebida num solo castanho. A lagarta, verde com pêlos dorsais grandes e curvados para trás, hiberna, libertando nesta altura uma substância que funciona como anticongelante.
Os adultos observam-se entre Março e Outubro. A sua envergadura varia entre os 44 e os 55mm, sendo a fêmea maior que o macho.
(Fotografado em: 28.06.2008)
(Localização: 41°29'51.36"N - 8°46'11.20"O)

Pirilampo; Vaga-lume

Lampyris noctiluca

Esta é uma das espécies de Pirilampos existentes em Portugal, a fêmea é ligeiramente maior que o macho e não possui asas.
Os machos são atraídos pelas fêmeas quando estas, através de um processo (oxidação biológica) transformam energia química em energia luminosa, sem produzir calor. A cor da luz varia de espécie para espécie. A emissão de luz da fêmea também aumenta o risco de ser detectada pelos seus predadores, por exemplo, aves e rãs.
A larva deste insecto luminescente é muito parecida com a fêmea adulta. As lesmas e os caracóis são o seu alimento principal, apesar de poderem comer criaturas muito maiores que ela, injectando-lhe um líquido que as paralisa. Durante os seis meses que dura o seu estado larval, a maior parte do tempo é passada debaixo da terra.
Na primeira foto foi usado flash e a segunda foi feita no modo nigth shot (visão nocturna).
(Fotografado em: 08/2007)
(Localização: 41°30'44.52"N - 8°46'58.42"O)

Gafanhoto-migrador

Locusta migratoria

É um gafanhoto que se distribui pela Eurpoa Meridional e África.
Alimenta-se de folhas de vários tipos de plantas e por vezes, em quantidades de muitos milhões, transformam-se em pragas que arrasam culturas à sua passagem, sobretudo em áfrica. No entantanto, também em África, é utilizado como grande fonte de proteínas na alimentação humana.
Tem variantes de cor, a fêmea verde e o macho acastanhado e mais pequeno que a fêmea. O revestimento do seu corpo é quitinoso para que perca pouca humidade.
Na maior parte das espécies europeias os indivíduos encontram-se sempre sózinhos. São activos durante a actividade solar em todos os tipos de habitats, entre Julho e Setembro. Podem hibernar quando adultos, para reaparecer na Primavera.
(Fotografado: 2007)
(Localização: 41°30'44.78"N - 8°46'59.29"O)

Calopteryx virgo


Esta libelinha pertence à ordem Ordonata, uma ordem muito antiga de insectos. Existem dois grandes grupos:
Os Zigópteros que são mais pequenos e frágeis, com os dois pares de asas muito semelhantes entre si. São habitualmente designados por libelinhas, como é o caso nesta foto.
Por outro lado, os Anisópteros são espécies maiores, mais robustas, com as asas posteriores mais largas que as anteriores. São as libélulas.
As libelinhas e algumas libélulas fazem a postura no interior de plantas aquáticas. No entanto, a maior parte das libélulas deixa os ovos cair sobre a água ou sobre a vegetação submersa.
O desenvolvimento dos ovos pode demorar alguns dias ou alguns meses, tudo depende das espécies ou das condições ambientais.
As larvas nascem na Primavera ou no Verão e o seu crescimento pode durar apenas algumas semanas nas libelinhas, enquanto que nas libélulas pode prolongar-se por dois ou mais anos.
As larvas alimenta-se de vermes, crustáceos, larvas de outros insectos, larvas e girinos de anfíbios e até pequenos peixes.
A metamorfose final dá-se na vegetação das margens fora da água. Depois de um pequeno período de repouso, a pele da larva rasga-se deixando sair a cabeça e o tórax do animal adulto. Uns minutos depois é a vez do abdómen se libertar do invólucro. Depois, as asas estendem-se e o corpo engrossa até alcançar o tamanho normal.
A Calopteryx virgo vive em ribeiras de águas correntes bem oxigenadas, onde os adultos podem ser avistados até ao final do Verão. As suas larvas hibernam no meio de raízes submersas e só na Primavera seguinte é que se transformam em adultos.
São insectívoros como todos os Odanatos e passam o dia a caçar moscas, mosquitos, abelhas, borboletas e até outros Odonatos de tamanho inferior. As presas são capturadas em voo sobre a água ou entre a vegetação.
Estes insectos são alimento para aves como as andorinhas, os abelharucos, os patos, as garças, alguns falcões ou o guarda-rios.
A vida adulta destes insectos é normalmente muito curta, apenas alguns meses entre a metamorfose primaveril e os primeiros tempos frios do Outono, exceptuando algumas espécies raras cujos adultos hibernam. Os adultos imaturos por vezes afastam-se bastante do ambiente aquático onde nasceram, comportamento que deve estar relacionado com a procura de novos territórios.
(Localização: 41°30'37.89"N - 8°45'33.05)

Pholidoptera griseoaptera


Da ordem Orthoptera e família Tettigoniidae, o Pholidoptera griseoaptera é um gafanhoto que tem como principal característica o facto de as fêmeas não possuirem asas, como é o caso nesta fotografia. A fêmea possui uma espécie de espigão (oviscapto), também visível na foto, em forma de espada, que serve para introduzir os ovos no solo.
Nesta foto a opção de manter a mão perto do Gafanhoto, serve para se ter uma noção da sua dimensão.

(Localização: 41°30'19.30"N - 8°46'27.15"O)

Vespa-escavadora - Sand Wasps

Bembix sp
Esta vespa pertence à Ordem dos Hymenoptera e à família Crabronidae.
São solitárias, ou seja, não são sociais. Escavam pequenos túneis, geralmente em solo arenoso, onde escondem várias lagartas vivas, mas paralizadas por veneno, que servem de alimento para as suas larvas.
Quando se reunem condições várias fêmeas podem escavar os seu túneis próximos uns dos outros, o que faz com que uma espécie de moscas se aproximem e acabem por ser predadas.
(Fotografado em: 21.11.2008)
(Localização: 41°31'7.25"N - 8°46'55.90"O)

Pyrrhocoris apterus


O Pyrrhocoris apterus é um percevejo muito abundante e característico pelas suas cores preta e vermelha. Vive nos relvados, bosques e matagais e alimenta-se da seiva das plantas. Pertence à ordem Hemiptera e à família Pyrrhocoridae. Mede 10 a 12 mm. Os adultos hibernam reaparecendo nos meses mais quentes da Primavera e do Verão. No princípio da Primavera, podem-se observar agrupados em colónias, normalmente jumto de árvores velhas, sendo curioso o facto de a temperatura no centro destes grupos ser vários graus mais elevada do que na periferia.
(Fotografado em: 13.04.2008)
(Localização: 41°30'5.93"N - 8°46'3.39"O)

Aranha de Jardim

Araneus diadematus

As aranhas, ao contrário do que muita gente pensa, não são insectos distinguindo-se destes porque têm 4 pares de patas, não possuem asas ou antenas e o seu corpo divide-se em duas partes. (Estão, neste Blog no capítulo dos insectos enquanto a quantidade de imagens não justificar uma capítulo próprio).
São animais artrópodes que pertencem à ordem Araneae da classe dos aracnídeos.
Esta aranha em particular é totalmente inofensiva e a sua picada, provocada, provoca apenas uma dor ligeira.
A fêmea pode, no fim da cópula, devorar o macho.
A partir da teia desta espécie, foi criado o Biosteel, aço biológico que tem a particularidade de ser mais resistente 5 vezes e mais flexível 30 vezes, do que a liga mineral. Este material está ser desnvolvido para fardamentos militares e para blindagem de carros de combate e aeronaves.

(Fotografado em: 05.04.2008)
(Localização: 41°30'40.87"N - 8°46'1.67"O)

Almirante vermelho

Vanessa atalanta

Borboleta da família Nymphalidae, os machos e fêmeas são semelhantes na sua aparência. A envergadura dos machos é de 62-73 mm e das fêmeas de 70-76 mm.
Durante os meses mais frios, o Almirante Vermelho migra para paragens mais amenas e pode chegar a percorrer mais de 2000 km para encontrar um ambiente mais favorável à sua sobrevivência. É um voador poderoso, podendo mesmo deslocar-se durante a noite.
Esta é uma das maiores borboletas da América do Norte e Europa. Está presente na Europa meridional, no Norte de África e na Ásia. Em Portugal é bastante frequente podendo ser observada em todo o País.
Os adultos preferem espaços abertos com flores, bosques, prados, jardins e florestas pouco densas.
Esta espécie usa técnicas de camuflagem para escapar aos seus predadores. Quando pousa em campo aberto e em rochas mantém as asas fechadas camuflando-se devido às cores que possui na face inferior das asas. Quando pousa em locais com flores mantém as asas abertas confundindo os predadores com o colorido da paisagem. Alimentam-se de folhas de urtiga, pequenas lagartas, néctar de flores e partes de frutas em decomposição.
A denominação Almirante Vermelho deve-se ao facto de as suas cores fazerem lembrar divisas da farda naval americana. (Adpatado de Wikipédia)
(Fotografado em 29.02.2008)
(Localização: 41°30'36.39"N - 8°45'48.42"O)

Malhadinha

Pararge aegeria

Esta espécie elege as gramíneas secas como fiéis depositárias dos seus ovos, postos isoladamente. Habita locais húmidos, escuros e com vegetação abundante, nas margens de rios.
Os machos são muito territoriais, e podem ser vistos a executar voos verticais espiralados com outros machos que tenham invadido os seus domínios.
A borboleta Pararge aegeria possui marcas circulares nas asas posteriores, chamadas ocelos, que chamam a atenção das aves predadoras. Se uma ave bica essa marca, ou se arranca um pedaço da asa nessa região, ela não compromete a integridade da borboleta - apesar do ataque, ela pode continuar a voar.
Esta espécie não está ameaçada, apesar de ter desaparecido das florestas transformadas em monoculturas.

(Fotografado em 10.08.2008)
(localização: 41°30'36.04"N - 8°45'39.67"O)

Abelhão

Abelha da família Apidae e do género Bombus, espécie bombus sp.


Albert Einstein terá dito em tempos: "se as abelhas desaparecerem, ao homem restarão apenas quatro anos de vida". Esta previsão catastrofista, associada à mais recente explicação científica para o actual e repentino declínio das colónias de abelhas, não traz boas notícias para a sobrevivência da espécie humana.A teoria é surpreendente. Mas pode ajudar a explicar um dos fenómenos naturais mais misteriosos de sempre: o desaparecimento súbito de muitas comunidades de abelhas. Os cientistas acreditam que na radiação dos telemóveis e outros aparelhos do género pode estar a causa deste problema que começou nos Estados Unidos no Outono, já se espalhou pela Europa, atingindo agora vários países, entre os quais Portugal. Há dias, discutiu-se a sua chegada ou não a Inglaterra. John Chapple, um dos maiores apicultores de Londres anunciou recentemente que 23 das suas 40 colmeias foram, repentinamente, abandonadas.Segundos os investigadores, a radiação dos telefones móveis interfere com o sistema de navegação das abelhas e outros insectos, impossibilitando-as de encontrar o caminho de regresso à colmeia. O declínio da comunidade ocorre quando os habitantes da colmeia desaparecem subitamente, deixando apenas as rainhas, os ovos e alguns imaturos trabalhadores. Quanto às abelhas mortas, nunca são encontradas, estimando-se que morram longe de casa.Mais estranho ainda, os parasitas e outras abelhas que costumam atacar o mel e o pólen deixado para trás quando a colmeia se desfaz, nestes casos, recusam-se a fazê-lo.As explicações para este fenómeno estão por desvendar completamente, embora circulem várias teorias, desde o uso de pesticidas, ao aquecimento global, passando pelas culturas de organismos geneticamente modificados.Investigadores alemães já demonstraram que o comportamento das abelhas se altera na proximidade das linhas de electricidade. Agora um estudo americano liderado por Jochen Kuhn provou que as abelhas se recusam a regressar à colmeia quando estão perto de telemóveis. Kuhn considera que esta é uma causa possível. Mas o autor de uma investigação anterior, George Carlo, prefere mostrar-se mesmo convicto de que esta hipótese é real.A confirmar-se, este fenómeno terá implicações graves nas colheitas em todo o mundo. Uma vez que a maioria das culturas precisa do processo de polinização realizado pelas abelhas, urge tentar encontrar causas para o fenómeno. Os dados já são preocupantes: metade dos estados americanos estão a ser afectados.
(Fotografdo em 09.02.2008)
(Localização: 41°30'37.28"N - 8°45'44.39"O)

Graphosoma lineatum

Graphosoma lineatum


É um insecto das zonas quentes e ensolaradas da Europa.
Não temem a predação pelos pássaros porque têm um gosto bastante desagradável.
(Fotografado em 08.07.2008)
(Localização: 41°29'50.83"N - 8°46'17.58"O)

Menalargia lachesis

Menalargia lachesis



Espécie de borboleta diurna, bem disseminada por Portugal.A fêmea é maior e mais clara que o macho. Possui uma envergadura de asas entre os 50-58mm.Hiberna sobe a forma de lagarta.Podemos observá-la de Junho a Agosto, raramente em Setembro, voando até aos 1200 metros de altitude.
(Fotografado em 21.07.2003)
(Localização: 41°29'45.02"N - 8°45'59.75"O)

Borboleta-da-couve

Pieri rapae



É uma das borboletas mais comuns em toda a península Ibérica, sendo das primeiras espécies a ser observada na Primavera e uma das últimas a desaparecer no Outono.Os machos só têm uma mancha negra em cada asa, enquanto as fêmeas têm duas.Cientistas descobriram que certas lagartas produzem e segregam os seus próprios repelentes de insectos. Este mecanismo de defesa pode explicar como estes insectos conseguem distribuir-se em tantos e diferentes locais. Nativa da Europa foi introduzida no Canadá por volta de 1860 e posteriormente em toda a América do Norte. No intuito de entender a sua imensa capacidade de adaptação, os cientistas investigaram as propriedades de um fluido oleoso que o animal segrega, e é espalhado por todo o seu corpo. A equipa determinou que os químicos são semelhantes àqueles usados por plantas para se defenderem contra insectos e doenças.Formigas que entram em contacto com a lagarta de Pieri rapae passam mais tempo a limpar-se do que aquelas que entraram em contacto com lagartas de outras espécies que não produzem tal substância. Quando foi dada a oportunidade para que as formigas escolhessem dois alimentos - um ovo que foi adiccionado uma versão sintética da secreção e um ovo controle (sem a substância)– as formigas preferiram o último, sugerindo que o fluido das lagartas serve como uma substância corrosiva.Efectivamente, os autores concluíram que “a secreção pode ser claramente efectiva contra outros artrópodos, além de formigas, incluindo os inimigos naturais das lagartas, como vespas, besouros, aranhas e parasitóides.
(Localização: 41°30'37.74"N - 8°45'55.20"O)